Conhecendo o café (parte 2)

Na primeira parte do “Conhecendo o café..” falamos um pouco sobre as diversas bebidas à base de café. Agora trataremos da bebida em sua forma mais pura, para a alegria dos tradicionalistas e daqueles que gostam de apreciar melhor as nuances do grão, torra e terroir.

Você curte o seu café puro, mas…de que jeito?

Para aqueles que gostam de saborear o café sem adição de nenhum outro ingrediente(talvez só um pouquinho de açúcar), a escolha também não é tão simples. Veja algumas variações do “cafezinho” que você encontra nas casas do ramo:

Expresso: 25 a 35ml de café
Expresso Ristretto

Expresso(original): tem entre 25 e 35ml numa xícara geralmente de 50ml. Como o contato com a água é rápido e o preparo é feito sob alta pressão na máquina própria do espresso, resulta num café mais encorpado, aromático e ácido que o café coado, por exemplo.
Expresso Brasileiro: o “nosso padrão” é abundante, pois tem entre 40 e 50ml, o que não é comum em outros países. O resultado é um café de menos corpo que o expresso.
Curto: é o mesmo que o expresso original com 25 a 35ml. Aqui vale a observação: o que chamamos de “curto” é costumeiramente o padrão internacional do expresso.
Ristretto: é o expresso com o menor volume, tendo entre 15 a 20ml na xícara. É o que poderíamos chamar de “curtíssimo”. Muito encorpado, oleoso e (surpreendentemente) mais doce que os demais.
Longo (ou lungo): tem 50ml e também é feito na máquina de expresso como os anteriores, mas por ser tirado com uma quantidade maior de água acaba sendo o mais fraco dos mencionados até agora.

Café coado

Carioca: tem de 25 a 35ml como o expresso original, mas é diluído em 20ml de água quente. Alguns o chamam também de Americano, porém neste caso o volume total da bebida costuma ser maior(e servida em xícaras maiores).
Doppio ou Duplo: são dois expressos servidos numa só xícara. Simples assim.
Café coado: é o café passado no filtro de papel ou tecido. Ele é mais suave, já que esse preparo deixa a água bastante tempo em contato com o pó. É menos cremoso por não ser tirado sob alta pressão.

Além da bebida já “pronta”

Claro que antes de chegar na sua xícara ou taça o café passou por todo um longo processo, que começou na escolha do tipo a ser plantado e passou pelo cultivo, colheita, torrefação, blendagem, etc. Por isso vamos continuar falando dele e de suas singularidades em posts futuros. Bom café e até lá!

 

Quando começar a levar a criança pequena para a cozinha

Por Mariana Branco

Quando o assunto é criança na cozinha, antes de mais nada, a segurança provavelmente é o ponto central quando os pais ficam em dúvida de levar ou não seu filho para a cozinha. E eles estão certos (veja, ao final, as orientações da Ong Criança Segurança).

Foto – Reprodução

 

Mas quando começar a levar seus filhos pra cozinha?

 

 

Desde que você esteja muito atento às regras de segurança, o quanto antes, melhor. Mas isso precisa ser feito com amor, carinho e sem cara de obrigação. Precisa ser natural.

Eu fiz isso de forma bem natural e provavelmente minha filhota tinha em torno de 2 anos. Nessa época, ela não ficava perto do fogão e nem em cima de um banquinho. Eu pegava a cadeira da sala de jantar (que é bem grande e espaçosa) e levava para perto da bancada da cozinha, bem longe do fogão. Então, dá para ser criativo para levar seu filho pequeno pra cozinha.

Criança na cozinha é possível e é também uma forma importante de se conectar com seu filho por meio da alimentação.

12 dicas simples para começar a levar seu filho pequeno pra cozinha:
  1. Envolva-o no preparo de alguns alimentos. Não precisa chamá-lo para fazer a receita toda! Ele não precisa participar de todo o processo.
  2. Já pique o que precisa ser picado e aí então chame seu filho para fazer outros processos simples, como lavar os alimentos ou temperá-los.
  3. Chame seu pequeno para brincar de colocar os legumes na assadeira. E a brincadeira é só colocar um do lado do outro, não pode colocar um em cima do outro.
  4. Deixe seu filho colocar a mão nos potes de arroz e de feijão (deixe afundar a mão para sentir as texturas).
  5. Chame seu filho para mexer alguma coisa com colher de pau, como massas mais líquidas ou molhos. Geralmente, para eles isso é diferente e uma grande diversão.
  6. Ensine seu filho a quebrar os ovos e então deixe que ele bata os ovos com o garfo. (A minha pequena aprendeu por volta dos 3 anos e, sim, perdemos muitos ovos).
  7. Diga para o seu filho colocar uma pitada de sal e então uma pitadinha de amor. Inventem juntos como é o “sinal” da pitadinha de amor (aqui em casa a gente dá um beijinho nos dedos juntinhos e joga a pitadinha de amor).
  8. Procure seguir as orientações da ong Criança Segura (veja abaixo).
  9. Você pode ou levar alguns ingredientes para fazer na mesa de jantar (bem longe do fogão e onde a criança fica mais segura numa cadeira/poltrona) ou então levar uma cadeirinha pra cozinha (eu prefiro cadeirinhas, pois geralmente os banquinhos são mais “bambos”, então, vai de você analisar o que tem mais seguro em casa).
  10. Se você tiver dois filhos ou mais, fale que cada um tem uma tarefa especial (um vai quebrar os ovos e o outro vai batê-los, por exemplo). E da próxima vez, as tarefas podem se inverter. Ensine também que cada um tem a sua vez e precisa esperar.
  11. Chame seu filho para fazer panquecas! Neste caso, ele vai fazer apenas a massa e só você irá fritá-las. Separe todos os ingredientes em potinhos/xícaras. Deixe tudo pronto e aí sim chame seu filho para ir acrescentando os ingredientes um a um em uma tigela ou outro recipiente grande. Se você tiver mais de um filho, cada um ficará responsável por colocar um ingrediente na tigela. Depois deixe as crianças mexerem um pouco. Além disso, você também pode bater a massa no liquidificador para ficar mais homogênea.
  12. Deixe seu filho se sujar (e ele vai se sujar). Coloque nesse momento um avental de criança ou uma camiseta mais velha, por exemplo. Criança na cozinha também pode ter um pouco de bagunça.
As dicas de segurança da ong Criança Segura:
  • Use as bocas de trás do fogão e certifique-se de que os cabos das panelas estejam virados para dentro para não serem alcançados pelas crianças;
  • Mantenha sacos plásticos, fósforos, isqueiros, álcool, objetos de vidro, cerâmica e facas fora do alcance das crianças;
  • Evite cuidar, ficar perto ou carregar as crianças no colo enquanto mexe em panelas no fogão ou manipula líquidos quentes. Até um simples cafezinho pode provocar graves queimaduras na pele de um bebê;
  • Não use toalhas compridas ou jogos americanos na mesa de jantar. As crianças podem puxá-los para se apoiar e, se houver algo em cima deles, como líquidos e alimentos quentes, isso pode cair em cima dos pequenos causando escaldadura ou queimadura de contato;
  • Deixe comidas e líquidos quentes no centro da mesa, longe do alcance das crianças.

 

*Texto originalmente publicado no blog do Criando AMORas com autorização para reprodução no blog da Comunidade Urbana.