10 comidas criativas para estimular seu filho a comer melhor

Por Mariana Branco

Aumentar o repertório alimentar das crianças é preocupação de grande parte dos pais. É comum as famílias ficarem aflitas quando os filhos se mostram mais resistentes a experimentar frutas, legumes e verduras, por exemplo.

Neste contexto, aproximar as crianças desses alimentos por meio de atividades lúdicas é uma alternativa interessante, já que se diminui a tensão durante as refeições. E os pratos de comidas divertidas e criativas podem ajudar nesse processo.

Veja, a seguir, 10 ideias de comidas criativas que preparei com frutas, legumes e verduras e que podem ser adaptadas em qualquer rotina familiar. A ideia aqui não é o pai, a mãe ou qualquer outro cuidador, como avós e babás, criarem desenhos perfeitos. O que vale mesmo é estimular a curiosidade das crianças em tocar, cheirar e quem sabe até experimentar algum desses alimentos.

Todas essas comidas criativas foram criadas pelo projeto Criando AMORas, que por meio de oficinas infantis e workshops para pais, procura ajudar as famílias a ampliarem o repertório alimentar de seus filhos.

  1. Borboleta de frutas

Essa borboleta de frutas foi feita com manga, uva e maçã. Usei cortadores de coração para as asas e cortadores redondos para o miolo da flor.

  1. Coelho amarelinho

Essa fofura foi feita com arroz amarelinho (com açafrão), beterraba, ovo, tomate, pimentão vermelho e pimentão amarelo, além de pepino, cenoura assada e cenoura crua.

  1. Centopeia

Usei batata doce assada no forno, pepino, alface, azeitona, cenoura e tomate.

  1. Flor rosa

Essa flor é muito simples de fazer. Usei cenoura, panqueca de beterraba (com cortador de coração), cebolinha, folhas de hortelã e espinafre refogado.

  1. Flor amarela

Adoro fazer flores por serem simples e super-rápidas de fazer, além de possibilitar trazer ingredientes como nessa flor: batata doce (assada no forno), tomate cereja, vagem (cozida) e rúcula. A variação de alimentos e sabores nesse tipo de composição é muito grande.

  1. Gato

Aqui misturei abacaxi, melão, melancia, uva e uva passa com tomate grape, pepino japonês e couve-manteiga. Você também pode usar cenoura cortada em tiras bem fininhas no lugar da couve-manteiga, por exemplo. Pra fazer o focinho de melancia, usei um cortador redondo.

  1. Leão

Para fazer esse leão, usei mexerica, abacaxi, banana, cenoura, azeitona e couve-manteiga. Outra ideia é usar uva passa quando for fazer os olhos (no lugar da azeitona) e cebolinha, daquela mais fininha, no lugar da couve-manteiga.

  1. Palhaço

Cara de palhaço feita com panqueca, cenoura ralada, beterraba, ovo, azeitona, pinhão e panqueca rosa. Também usei caneta alimentícia.

  1. Peixinho

Simpático peixinho feito de panqueca, ovo, tomate, beterraba e azeitona. Com pinhão, tomate e panqueca rosa para enfeitar.

  1. Pintinho de chapéu

Aqui usamos ovo cozinho, cenoura crua (em fatia) e cenoura ralada, além de cebolinha, chia e tomate. Com couve flor para enfeitar o prato.

O que você achou dessas ideias de comida criativa? Veja que a proposta não é você fazer o melhor e mais perfeito desenho para o seu filho. O sabor, as cores no prato, a variedade de texturas e o amor naquilo que você faz é o que mais contam!

*Texto adaptado do original publicado no blog do Criando AMORas com autorização para reprodução no blog da Comunidade Urbana.

Quando começar a levar a criança pequena para a cozinha

Por Mariana Branco

Quando o assunto é criança na cozinha, antes de mais nada, a segurança provavelmente é o ponto central quando os pais ficam em dúvida de levar ou não seu filho para a cozinha. E eles estão certos (veja, ao final, as orientações da Ong Criança Segurança).

Foto – Reprodução

 

Mas quando começar a levar seus filhos pra cozinha?

 

 

Desde que você esteja muito atento às regras de segurança, o quanto antes, melhor. Mas isso precisa ser feito com amor, carinho e sem cara de obrigação. Precisa ser natural.

Eu fiz isso de forma bem natural e provavelmente minha filhota tinha em torno de 2 anos. Nessa época, ela não ficava perto do fogão e nem em cima de um banquinho. Eu pegava a cadeira da sala de jantar (que é bem grande e espaçosa) e levava para perto da bancada da cozinha, bem longe do fogão. Então, dá para ser criativo para levar seu filho pequeno pra cozinha.

Criança na cozinha é possível e é também uma forma importante de se conectar com seu filho por meio da alimentação.

12 dicas simples para começar a levar seu filho pequeno pra cozinha:
  1. Envolva-o no preparo de alguns alimentos. Não precisa chamá-lo para fazer a receita toda! Ele não precisa participar de todo o processo.
  2. Já pique o que precisa ser picado e aí então chame seu filho para fazer outros processos simples, como lavar os alimentos ou temperá-los.
  3. Chame seu pequeno para brincar de colocar os legumes na assadeira. E a brincadeira é só colocar um do lado do outro, não pode colocar um em cima do outro.
  4. Deixe seu filho colocar a mão nos potes de arroz e de feijão (deixe afundar a mão para sentir as texturas).
  5. Chame seu filho para mexer alguma coisa com colher de pau, como massas mais líquidas ou molhos. Geralmente, para eles isso é diferente e uma grande diversão.
  6. Ensine seu filho a quebrar os ovos e então deixe que ele bata os ovos com o garfo. (A minha pequena aprendeu por volta dos 3 anos e, sim, perdemos muitos ovos).
  7. Diga para o seu filho colocar uma pitada de sal e então uma pitadinha de amor. Inventem juntos como é o “sinal” da pitadinha de amor (aqui em casa a gente dá um beijinho nos dedos juntinhos e joga a pitadinha de amor).
  8. Procure seguir as orientações da ong Criança Segura (veja abaixo).
  9. Você pode ou levar alguns ingredientes para fazer na mesa de jantar (bem longe do fogão e onde a criança fica mais segura numa cadeira/poltrona) ou então levar uma cadeirinha pra cozinha (eu prefiro cadeirinhas, pois geralmente os banquinhos são mais “bambos”, então, vai de você analisar o que tem mais seguro em casa).
  10. Se você tiver dois filhos ou mais, fale que cada um tem uma tarefa especial (um vai quebrar os ovos e o outro vai batê-los, por exemplo). E da próxima vez, as tarefas podem se inverter. Ensine também que cada um tem a sua vez e precisa esperar.
  11. Chame seu filho para fazer panquecas! Neste caso, ele vai fazer apenas a massa e só você irá fritá-las. Separe todos os ingredientes em potinhos/xícaras. Deixe tudo pronto e aí sim chame seu filho para ir acrescentando os ingredientes um a um em uma tigela ou outro recipiente grande. Se você tiver mais de um filho, cada um ficará responsável por colocar um ingrediente na tigela. Depois deixe as crianças mexerem um pouco. Além disso, você também pode bater a massa no liquidificador para ficar mais homogênea.
  12. Deixe seu filho se sujar (e ele vai se sujar). Coloque nesse momento um avental de criança ou uma camiseta mais velha, por exemplo. Criança na cozinha também pode ter um pouco de bagunça.
As dicas de segurança da ong Criança Segura:
  • Use as bocas de trás do fogão e certifique-se de que os cabos das panelas estejam virados para dentro para não serem alcançados pelas crianças;
  • Mantenha sacos plásticos, fósforos, isqueiros, álcool, objetos de vidro, cerâmica e facas fora do alcance das crianças;
  • Evite cuidar, ficar perto ou carregar as crianças no colo enquanto mexe em panelas no fogão ou manipula líquidos quentes. Até um simples cafezinho pode provocar graves queimaduras na pele de um bebê;
  • Não use toalhas compridas ou jogos americanos na mesa de jantar. As crianças podem puxá-los para se apoiar e, se houver algo em cima deles, como líquidos e alimentos quentes, isso pode cair em cima dos pequenos causando escaldadura ou queimadura de contato;
  • Deixe comidas e líquidos quentes no centro da mesa, longe do alcance das crianças.

 

*Texto originalmente publicado no blog do Criando AMORas com autorização para reprodução no blog da Comunidade Urbana.

5 coisas que todas as famílias deveriam saber sobre alimentação

Por Mariana Branco

Em geral, nós (pais, tios, avós) não somos pediatras nem nutricionistas, mas se soubermos algumas coisas simples relacionadas à saúde e alimentação das crianças podemos fazer uma grande diferença na vida delas. Foi o que eu descobri durante uma consulta de rotina à pediatra da minha filha.
Ela contou, por exemplo, que não se deve dar leite ou doces com leite logo após as refeições, o que pode prejudicar a absorção do ferro no organismo. Achei a dica da médica tão interessante que, lógico, pedi para a querida doutora Claudete Teixeira Krause Closs, que também é coordenadora do Proama – Programa de Aleitamento Materno, de Curitiba (PR), explicar melhor essas orientações pra gente. Vejam que interessante:
5 coisas que todas as famílias deveriam saber sobre alimentação

  1. Não se deve dar leite logo após as refeições

    Tanto o cálcio quanto o ferro são absorvidos pelo organismo por meio do intestino (a absorção de cálcio é maior no início do intestino). Então, o cálcio doleite“compete” com o ferro, não deixando este último ser absorvido e, por isso, muitas crianças que ingerem muito leite ou doces com leite logo após as refeições desenvolvem anemia. Recomenda-se esperar 1 hora para dar leite ou doces com leite e isto se aplica a todos os leites, inclusive o leite materno no caso dos bebês.

  2. “Besteiras” fazem mal mesmo!

    Por conterem muitos produtos químicos, os alimentos industrializados podem prejudicar a imunidade da criança. É o caso, por exemplo, dos sucos artificiais que contêm muito açúcar, corantes, antioxidantes e conservantes, o que faz com que a criança diminua a sua imunidade e desenvolva alergias. Isto acontece porque, para o metabolismo desses produtos químicos, é consumida muita vitamina do complexo B – aquelas que justamente aumentam a imunidade do organismo.

  3. Alimentação saudável ajuda a ficar menos doente

    A recomendação do Ministério da Saúde é para os bebêsmamarem no peitode forma exclusiva até os seis meses. A partir daí, deve-se começar a introduzir a alimentação complementar saudável (constituída de frutas, verduras, cereais como arroz e feijão, carne bovina, frango e miúdos de frango), ou seja, as papinhas, lembrando que a amamentação também é indicada até os 2 anos ou mais. Esses cuidados – amamentar e oferecer comida saudável e caseira para os filhos – contribuem significativamente para as crianças ficarem menos doentes.

  4. As crianças precisam (sim!) de exemplo

    Os pais devem ser o espelho para os pequenos, ou seja, os adultos também devem se alimentar bem, comendo frutas e verduras, por exemplo. Se o pai e a mãe comerem alimentos “do bem”, a criança também vai querer comê-los para ficar saudável. Mas este exemplo precisa acontecer todos os dias, sempre!

  5. O prato precisa ter cinco cores diferentes

    Essa é uma dica bem legal e que vale pra nós mesmos, adultos, seguirmos. Além de ficar colorido e mais atraente para as crianças, o prato, ou melhor, a refeição fica dessa forma mais nutritiva. Essa dica faz parte do livro “Socorro! Meu filho come mal”, da nutricionista Gabriela Kapim e da psicóloga infantil Ana Abreu.

Eu também adoro levar minha filha pra cozinha. A gente se diverte, ela aprende sobre os alimentos e fica toda feliz em experimentar tudo. Se você quiser saber mais sobre isso, tem muitas dicas nas minhas redes sociais do projeto Criando AMORas.

*Texto originalmente publicado no blog Mamãe Prática com autorização para reprodução no blog da Comunidade Urbana.

Alimentos poderosos que ajudam você e seu filho a ficarem menos doentes

Por Mariana Branco

Que uma alimentação equilibrada com os diversos grupos de alimentos é fundamental para uma boa saúde isso todo mundo sabe. Por isso, quanto mais colorido você fizer o seu prato e o prato dos seus filhos, melhor. Isso levando em conta que você esteja priorizando alimentos que vêm da terra, principalmente frutas, legumes e verduras, além dos cereais, carboidratos e proteínas.

Mas o que está por traz dos alimentos e quais aqueles que realmente nos ajudam a ficar menos doentes? Para falar sobre isso, entrevistei as médicas Marcela Voris e Jomara de Araujo, ambas nutrólogas da Associação Brasileira de Nutrologia (ABRAN). Segundo elas, alguns alimentos ajudam SIM na prevenção, ou seja, antes de acontecer os resfriados e as gripes. Vejam o que dizem as duas nutrólogas:

  1. Leite materno

Há de se ressaltar, em primeiro e absoluto lugar, a supremacia do leite materno – prescrito de forma absoluta e exclusiva nos primeiros 6 meses de vida e mantido até o segundo ano de vida em associação a outros alimentos. “O leite materno é o imunomodelador biológico específico de maior relevância e seguramente o grande e maior aliado na luta dos bebês contra vírus, bactérias e fungos”, destaca Jomara.

  1. Alimentos ricos em vitamina C

    O sistema imune é de grande eficiência no combate a microorganismos invasores, além de ser responsável pela limpeza do organismo, retirando as células mortas. Por isso, para evitar a imunidade baixa, é importante consumir alimentos ricos em vitamina C, como as frutas cítricas. Elas ativam nosso sistema que atua contra os agentes agressores (como os vírus e as bactérias).

A partir dos 6 meses de idade, quando o bebê começa a se alimentar com papas e frutas, opções como laranja, goiaba, melão, mamão e morango são fontes de vitamina C, que possui propriedade antioxidante (evita a oxidação das células do sistema imunológico).
Vale notar que, assim como a laranja, a goiaba, o melão, o mamão, o morango e o limão também são fontes de vitamina C, com propriedades antioxidantes que evitam a oxidação das células do sistema imunológico (converse com o seu pediatra sobre o momento de introduzir o limão na alimentação do seu filho). E atenção: para muitos pediatras, o morango (devido ao agrotóxico) possui restrição no primeiro ano de vida.
Outra dica é que a vitamina C também é encontrada em outros alimentos além das frutas cítricas, como na couve que também tem propriedade anti-inflamatória (que minimiza alergias).

  1. Alimentos fontes de zinco 

No caso dos bebês, a dica para as papas salgadas é usar a carne bovina, que é fonte de zinco e age no funcionamento de diferentes enzimas, aumentando a imunidade das células e sua capacidade de defesa no combate às bactérias. Pode ser feito com tempero, como o alho, que melhora a função das células do sistema imunológico, tornando assim resfriados e gripes menos graves. Além da carne bovina, ostras, amêndoas e nozes são ricas no mineral zinco e ajudam a criarmos um sistema imunológico forte.

Outras dicas

Para as crianças terem um sistema imunológico forte, é bom ficar atento:

  1. Uma alimentação balanceada fornece ao sistema imunológico vitaminas e sais minerais que irão construir, manter e fortalecer os linfócitos, ou seja, as células de defesa do organismo.
  1. Entende-se por alimentação balanceada aquela que é composta por frutas, verduras, legumes, cereais, carne, ovos, leguminosos, óleos, carboidrato, proteína, lipídio, vitaminas, sais minerais e água.
  1. O consumo de frutas de forma regular previne resfriados e, se estes ocorrerem, duram menos tempo, os sintomas são menos graves e com menos complicações. Os sintomas de gripes e resfriados chegam a sofrer redução de 13,6% nestas crianças.
  1. Para que o bebê desenvolva paladar, a alimentação balanceada e variada é uma dica preciosa para construir, desenvolver e manter a imunidade. Durante a introdução alimentar dos bebês, os alimentos devem ser oferecidos preferencialmente de forma unitária para que a criança seja capaz de identificar seus variados sabores. 

 

Mariana Branco é jornalista, editora do blog Mamãe Prática e idealizadora do Criando AMORas, uma iniciativa física e digital do blog Mamãe Prática que tem a missão de ensinar outras mães a ampliarem o repertório alimentar dos seus filhos. Mari também é autora do eBook gratuito MEU FILHO NÃO COME – 3 Revelações Para Seu Filho Comer Melhor Que Estão Dentro de Você.

*Texto originalmente publicado no blog Mamãe Prática com autorização para reprodução no blog da Comunidade Urbana.

Links:
http://criandoamoras.com.br/
http://mamaepratica.com.br/
http://bit.ly/eBookMEUFILHONAOCOME