5 coisas que todas as famílias deveriam saber sobre alimentação

Por Mariana Branco

Em geral, nós (pais, tios, avós) não somos pediatras nem nutricionistas, mas se soubermos algumas coisas simples relacionadas à saúde e alimentação das crianças podemos fazer uma grande diferença na vida delas. Foi o que eu descobri durante uma consulta de rotina à pediatra da minha filha.
Ela contou, por exemplo, que não se deve dar leite ou doces com leite logo após as refeições, o que pode prejudicar a absorção do ferro no organismo. Achei a dica da médica tão interessante que, lógico, pedi para a querida doutora Claudete Teixeira Krause Closs, que também é coordenadora do Proama – Programa de Aleitamento Materno, de Curitiba (PR), explicar melhor essas orientações pra gente. Vejam que interessante:
5 coisas que todas as famílias deveriam saber sobre alimentação

  1. Não se deve dar leite logo após as refeições

    Tanto o cálcio quanto o ferro são absorvidos pelo organismo por meio do intestino (a absorção de cálcio é maior no início do intestino). Então, o cálcio doleite“compete” com o ferro, não deixando este último ser absorvido e, por isso, muitas crianças que ingerem muito leite ou doces com leite logo após as refeições desenvolvem anemia. Recomenda-se esperar 1 hora para dar leite ou doces com leite e isto se aplica a todos os leites, inclusive o leite materno no caso dos bebês.

  2. “Besteiras” fazem mal mesmo!

    Por conterem muitos produtos químicos, os alimentos industrializados podem prejudicar a imunidade da criança. É o caso, por exemplo, dos sucos artificiais que contêm muito açúcar, corantes, antioxidantes e conservantes, o que faz com que a criança diminua a sua imunidade e desenvolva alergias. Isto acontece porque, para o metabolismo desses produtos químicos, é consumida muita vitamina do complexo B – aquelas que justamente aumentam a imunidade do organismo.

  3. Alimentação saudável ajuda a ficar menos doente

    A recomendação do Ministério da Saúde é para os bebêsmamarem no peitode forma exclusiva até os seis meses. A partir daí, deve-se começar a introduzir a alimentação complementar saudável (constituída de frutas, verduras, cereais como arroz e feijão, carne bovina, frango e miúdos de frango), ou seja, as papinhas, lembrando que a amamentação também é indicada até os 2 anos ou mais. Esses cuidados – amamentar e oferecer comida saudável e caseira para os filhos – contribuem significativamente para as crianças ficarem menos doentes.

  4. As crianças precisam (sim!) de exemplo

    Os pais devem ser o espelho para os pequenos, ou seja, os adultos também devem se alimentar bem, comendo frutas e verduras, por exemplo. Se o pai e a mãe comerem alimentos “do bem”, a criança também vai querer comê-los para ficar saudável. Mas este exemplo precisa acontecer todos os dias, sempre!

  5. O prato precisa ter cinco cores diferentes

    Essa é uma dica bem legal e que vale pra nós mesmos, adultos, seguirmos. Além de ficar colorido e mais atraente para as crianças, o prato, ou melhor, a refeição fica dessa forma mais nutritiva. Essa dica faz parte do livro “Socorro! Meu filho come mal”, da nutricionista Gabriela Kapim e da psicóloga infantil Ana Abreu.

Eu também adoro levar minha filha pra cozinha. A gente se diverte, ela aprende sobre os alimentos e fica toda feliz em experimentar tudo. Se você quiser saber mais sobre isso, tem muitas dicas nas minhas redes sociais do projeto Criando AMORas.

*Texto originalmente publicado no blog Mamãe Prática com autorização para reprodução no blog da Comunidade Urbana.