Tudo “azul” na Black Friday!

“Black Friday”. Há alguns anos foi “copiada” pelos comerciantes no Brasil e passou a ser uma data muito aguardada pelos consumidores, com promessas de ótimos preços e promoções arrasadoras. Neste ano ela cai no dia 25 de novembro. Mas você sabe como surgiu o termo “sexta-feira negra”?

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Ela é a sexta seguinte ao dia de Ação de Graças (Thanksgiving), um dos feriados mais importantes para a família norte-americana. Coincide com o início do período de férias (e feriados) na terra do Tio Sam e é quando efetivamente começa a temporada de compras, a qual dura até o Natal. Aliás, a versão mais aceita sobre a origem da Black Friday refere-se justamente ao fato de essa temporada ser a mais importante para o comercio no pais.

O termo Black Friday: origem controversa.

Nos anos 60, quando ainda se usava tinta vermelha nos livros contábeis para assinalar prejuízos, essa sexta-feira marcava a volta do lucro para os lojistas, que vinham trabalhando com perdas nos meses anteriores. Esse resultado de lucro era então anotado com tinta preta. Surgiu então a “Black Friday”. (Nós brasileiros usaríamos a expressão “estar/ficar no azul”, que para os norte-americanos tem outro sentido, já que “blue” pode ser traduzido como triste). Diferença de cores de lado, essa é a estória mais conhecida .

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Outra versão diz que na década de 50, na Filadélfia, o termo foi cunhado pelos policiais locais para denominar o dia de caos que se seguia ao Thanksgiving.  Nessa sexta especifica “hordas” de consumidores vindos dos subúrbios e turistas chegavam na cidade para aproveitar o fim de semana do feriado. Os turistas supostamente vinham para assistir a um importante jogo de futebol (americano, é claro!) que acontecia anualmente todo sábado seguinte ao dia de Ação de Graças.

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No entanto, foi no século 19 que o termo Black Friday foi utilizado pela primeira vez e referiu-se a um dia trágico no mercado financeiro: em 24 de setembro de 1869 o mercado de ouro “ruiu” devido a um esquema fraudulento montado por dois inescrupulosos investidores de Wall Street. Em seguida veio a quebra do mercado de ações, levando a falência não só os ricos, mas também pequenos fazendeiros. De fato, um dia bastante obscuro na história americana.

Black Friday norte americana em números

Nos estados Unidos em torno de 30% das vendas no varejo ocorrem entre a Black Friday e o Natal. Para alguns segmentos, como joalherias, esse número pode chegar a 40%. Daí vemos a importância da data e a grande expectativa dos consumidores, lojistas e até mesmo do governo. Afinal o faturamento nesse dia é considerado um bom indicador do vigor da economia do país.

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No dia da Black Friday de 2015, 74,2 milhões de pessoas efetuaram compras. Um resultado impressionante, mas curiosamente o menor dos últimos 5 anos: foram 87 milhões em 2014, 92 em 2013, 89 em 2012 e 85 milhões em 2011. Por outro lado, se considerarmos os três dias do fim de semana da Black Friday, o resultado de 2015 foi arrebatador: 136 milhões de consumidores gastaram US$67,6 bilhões de dólares nas lojas. Awesome!!!

Sexta feira negra brasileira

No Brasil ainda estamos engatinhando. Além de ser uma data comercial recente no calendário nacional, fatores como promoções menos agressivas que nos EUA, menor adesão das lojas físicas e menor renda disponível em novembro para compras de final de ano (contamos com o 13º para comprar!) fazem da Black Friday brasileira uma data comercial bem menos significativa que o Natal.

O evento aqui começou apenas em 2011 e, ao contrário dos EUA, tem foco no comercio online. As vendas em 2015 pela internet chegaram a pouco mais de R$1,50 bilhões, frente a R$872 milhões em 2014. Para 2016 espera-se um resultado bastante otimista: faturamento de R$2 bilhões com ticket médio um pouco acima de R$500,00!

O otimismo vem do fato de – após alguns anos de falsos descontos e promoções que levaram os consumidores a apelidarem-na de “Black Fraude”- as pessoas estarem mais atentas na hora de comprar, maior adesão dos lojistas e ao acompanhamento da mídia e de entidades de defesa ao consumidor. Mas você sabe mesmo comprar na Black Friday?

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Veja algumas dicas para não cair em roubada:

  • Pesquise antes e durante o evento para ter certeza de que o preço está mesmo mais barato;
  • Faça uma lista de compras para evitar comprar por impulso;
  • Procure por sites com o selo Black Friday legal blackfridaylegal2016.com.br, da Câmara Brasileira de Comercio Eletrônico;
  • Utilize somente seu próprio computador com antivírus, firewall, antispyware para comprar e não clique em ofertas recebidas por e-mail: vá ao site e confira!;
  • Está desconfiado? Saiba quais sites evitar segundo o PROCON-SP;
  • Priorize o cartão de credito: caso você tenha algum problema na compra, o estorno do valor é mais fácil do que nas compras por boleto;
  • Cuidado com a política de entregas, trocas e devoluções. Elas podem ser diferentes do padrão para os produtos em promoção durante a Black Friday.
  • Conte com o PROCON da sua cidade: em caso de o comerciante não ter cumprido o prometido, é seu direito e dever reclamar!

Agora que você já sabe como aproveitar a Black Friday, que tal buscar as lojas que tem boas promoções aqui no seu bairro? Então pesquise, compare e aproveite a Black Friday 2016.

Fica a dica!

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